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Palivizumabe 2018

02/04/18 - 11:40:11 (Douglas Caetano)
Alterado em: 31/12/69 às 18:00:00 por

Na última sexta-feira dia 23/03/2018 iniciou-se a aplicação da Palivizumabe, uma importante medicação que protege os bebês prematuros.

O palivizumabe não é uma vacina, mas uma imunoglobulina – um tipo de anticorpo "pronto" que induz imunização passiva específica contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Indicado para prevenção de quadros graves de infecções respiratórias em lactentes, como a bronquiolite e, principalmente, pneumonias e as formas graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR), em bebês de alto risco. Trata-se de um anticorpo específico contra o VSR.

O palivizumabe é um anticorpo monoclonal IgG1 humanizado, é composto de 95% de sequências de aminoácidos humanos e 5% de murinos, e apresenta atividade neutralizante e inibitória de fusão contra o VSR. É indicado para a profilaxia passiva de infecção pelo VSR em crianças menores de 2 anos de idade com risco elevado de doença grave pelo VSR. Estudos mostram que a administração mensal do palivizumabe durante a sazonalidade do VSR reduz de 45 a 55% a taxa de hospitalização relacionada à infecção por esse vírus e, entre as crianças hospitalizadas, o tratamento prévio com palivizumabe diminui significativamente o número de dias de hospitalização e a necessidade de suplementação de oxigênio. O palivizumabe pode ser usado concomitantemente com as vacinas do calendário rotineiro.

No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) aprovou o protocolo para o uso clínico do palivizumabe em 2013 por meio da Portaria n. 522.

Em razão do custo elevado dessa medicação, foram elaborados critérios para a indicação baseados nos fatores de risco para infecção grave pelo VSR e na análise da efetividade da profilaxia e do custo-benefício nas diversas situações clínicas:

a. Crianças prematuras até 28 semanas e 6 dias de idade gestacional, menores de um ano de idade.

b. Crianças prematuras entre 29 e 31 semanas e 6 dias de idade gestacional, nascidas a partir de janeiro do ano vigente.

c. Crianças portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade, independente da idade gestacional, até o segundo ano de vida.

d. Crianças portadoras de cardiopatia congênita, com repercussão hemodinâmica demonstrada, até o segundo ano de vida.

O período da sazonalidade do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no Paraná ocorre entre abril a agosto de cada ano. Recomenda-se que a primeira dose do Palivizumabe seja administrada antes do início do período de sazonalidade de VSR, e as doses subsequentes devem ser administradas mensalmente durante este período. Assim, a aplicação do Palivizumabe deverá ser iniciada preferencialmente na segunda quinzena de março.

a. Cada criança poderá receber até 05 (cinco) doses anuais do medicamento, a partir da segunda quinzena de março, com intervalo de 30 dias.

b. O medicamento não será mais disponibilizado para a aplicação, a partir da segunda quinzena de agosto, considerando o período da sazonalidade.

c. A prescrição do medicamento Palivizumabe é de inteira responsabilidade do médico assistente que acompanha a criança.

Referência:
Fonte: http://www.spsp.org.br/site/asp/boletins/AT2-2.pdf
http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/NotatecnicaConjunta05_PVZ.pdf

ESP. ENFERMEIRO MARCOS SOARES
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